segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Alimentação – Parte II – Papas e suplementos

Devemos fornecer às nossas aves uma alimentação a mais variada possível, em que os nutrientes e suplementos sejam de boa qualidade.
Está longe do meu pensamento em utilizar qualquer tipo de antibióticos. Opto antes pelo asseio e higiene da instalação, assim como de todos os equipamentos, sendo o Pulmosan (Bogena) o único tratamento preventivo que vou fazer.
Todos os bebedouros, são mudados diariamente e posteriormente desinfectados numa solução de lixívia, após o que são passados por água quente, para eliminar o cloro ainda existente e finalmente são postos a secar.
Os comedouros das papas têm o mesmo tratamento, enquanto que os comedouros da mistura quando necessário são sempre substituídos por outros, entretanto já lavados e bem secos.
Todas as grelhas e poleiros são mudados e lavados em solução de lixívia, duas vezes por semana, após o que são bem secos durante alguns dias.
O papel das gaiolas, como é de rolo é substituído semanalmente.
O chão do Canaril, além de ser limpo diariamente, é ainda lavado duas vezes por semana, com uma solução de amónia própria para mosaicos.
Gaiolas e zonas adjacentes, são aspergidas semanalmente com uma solução de Insectornis (Latac), para obstar ao aparecimento de ácaros externos (Dermanysus gallinae), também chamados de piolhos vermelhos, que se alimentam do sangue das nossas aves (Ematofagos). Para o mesmo fim, os meus canários tomam banho em solução de água e vinagre de sidra, pelo menos duas vezes por semana.




Anima-Strath:
É um alimento 100% natural à base de levedura vegetal, não contendo qualquer aditivo artificial ou agentes de conservação.
- Reforça as capacidades naturais de resistência e favorece a convalescença.
- Garante um metabolismo correcto, activando as várias funções do organismo.
- Aumenta o apetite e favorece o crescimento, estimulando a vitalidade.
- Proporciona uma plumagem brilhante.
- Adjuvante terapêutico, em caso de doenças hepáticas.
- Suplemento de alto valor nutritivo durante a reprodução.
Dosagem: 2 gotas por bebedouro de 80cc.

Grit:
É maioritariamente formado por grãos de areia, casca de ostra e carvão vegetal, sendo um elemento muito importante na dieta dos nossos canários e por isso deve-se deixar sempre à disposição.
Como as aves não têm dentes, precisam de ingerir o grit, que se deposita na moela e ajuda a moer sementes, depois de ingeridas.

Papa Blanco Espanol (Pineta):
É uma papa branca, húmida e sem ovo. Tem 13% de proteínas e 12% de gorduras.
Devemos fornecer papas brancas sem ovo e sem qualquer tipo de colorantes, a todos os canários de categoria mosaico sobretudo nos lipocrómicos, para evitar qualquer coloração indesejável nas rémiges e nas réctrizes.
As papas são basicamente divididas em dois grupos: Húmidas e secas.
As húmidas, devido à sua composição, não é preciso aumentar-lhes o grau de humidade, porque já têm gordura no seu processo de fabrico, sendo por isso muito desejáveis para as aves, que as comem mais facilmente do que as papas secas.
Quando julgado necessário, podem ser fornecidas à discrição sem problemas, porque os microrganismos não se conseguem aproveitar das gorduras, tão facilmente como dos açúcares.
Devido às condições de conservação e à qualidade das gorduras empregues na sua confecção, as papas húmidas tendem a alterar-se e a ganhar um cheiro rançoso.
Ás papas secas tem de se lhes misturar algo que as humedeça um pouco, para se tornarem apetecíveis aos nossos canários (sumo de laranja, couscous e sementes germinadas ou cozidas).
Devem ser servidas em quantidades que possam ser ingeridas rapidamente, porque em contacto com a humidade fermentam rapidamente.

Fermentos Plus (Chemi-Vit):
Melhora o estado sanitário das aves, reconstitui e activa a flora bacteriana intestinal, protegendo-a de bactérias e fungos, provocados por fermentações de papas, sementes deterioradas, elevado grau de humidade relativa e calor exagerado e estimula o seu sistema imunitário.
Dosagem: 20 grs por cada quilo de papa.

Calci-Lux – (Oropharma):
Aumenta o tamanho das posturas, garante uma boa qualidade da casca, reduz o desgaste nas fêmeas nas posturas e é fundamental para a formação do esqueleto das aves.
Dosagem (durante a época de criação): 2 medidas (= 8 gr) por 100g de papa.

Breedmax White:
Permite um crescimento e saúde óptimos em pássaros jovens e assegura um estado saudável e boa fertilidade em pássaros adultos.
Fornece as quantidades certas de proteínas, hidratos de carbono, gorduras e minerais de acordo com as necessidades diárias das aves.
Como estou a criar canários mosaico, estou a utilizar o Breedmax White.
Dosagem: 100 gr, por cada quilo de papa.

Vinagre de sidra:
É um produto natural muito utilizado no tempero de saladas e com grandes benefícios na ornitologia.
Como os canários têm um PH caracterizado entre 0,3 e 2, ou seja um ácido, o vinagre de sidra evita a proliferação bacteriana e fúngica (Megabactérias), que precisam de um meio básico para se desenvolverem (PH 7-7,5 a 8), que se traduz em distúrbios digestivos, principalmente no Proventriculo.
As sementes de Nabo, o Níger e mais algumas, são chamadas de sementes negras e são muito ricas em óleos. Se não forem ministradas ás nossas aves com muita moderação, elas começam a fazer uma alimentação muito pouco apropriada comendo só esse tipo de sementes, que acabam por lhes provocar um excesso de gordura no fígado.
O Vinagre de sidra tem uma enzima chamada Colina, que actua como um protector do estômago das aves, facilitando a digestão e a eliminação dessas gorduras.
Dosagem: Com a água de beber, costumo diluir 5 ml de Vinagre de Sidra num litro de água e fornecer duas vezes por semana.
O simples facto de se juntarem umas gotas de Vinagre de Sidra na água banho, combate o aparecimento dos ácaros e dá um brilho excelente à plumagem.

Pulmosan - (Bogena):
Ingrediente activo: Ivermectina 0,12%
Elimina os piolhos da traqueia e combate os ácaros pulmonares e da pleura
Dosagem: Aplicar uma gota na parte da pele onde não tenha penas, na área dos ombros.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Alimentação – Parte I As Sementes

Os canários são aves granívoras ou seja, a base da sua alimentação é composta por sementes, devendo estas ser de boa qualidade e isentas de pó.
Nas sementes para os canários, existem as chamadas sementes brancas (Alpista) que têm um menor grau de gordura, mas têm um grande interesse nutricional e as sementes pretas (Nabo, Níger, Colza, etc),. com uma grande taxa de gordura e que em excesso, acabam por criar problemas algo graves no fígado das nossas aves.
As necessidades alimentares variam em função das fases da vida (reprodução, muda e repouso) e no mercado existem misturas de muito boa qualidade, algumas delas devidamente ajustadas às fases da vida das aves.
Eu costumo fazer a minha própria mistura, consoante a época do ano em que estamos. Na altura da criação forneço algum Cânhamo, mas durante a muda já não o dou e aumento a percentagem de Perilha, Linhaça e Aveia
De momento, estou a fornecer aos machos uma mistura de Alpista (97%) e Perilha (3%), para não estarem gordos, na altura do acasalamento.
Às fêmeas e, com o intuito de chegarem à data acasalamento bem cheias, estou a fornecer-lhes uma mistura mais rica em gorduras, constituída por: Alpista (67%), Níger (10%), Linhaça (8%), Aveia descascada (6%), Cânhamo (6%) e Perilha (3%).

Alpista (Phalaris canaríensís): Pertence à família das Gramináceas.
É uma semente rica em hidratos de carbono, proteínas, vitaminas B1 e E.
É o elemento indispensável na maioria das misturas de sementes para aves.

Níger (Guizotia abyssinica): É uma semente muito rica em óleos e proteínas, tendo uma boa relação entre o cálcio e o fósforo.
Devido ao seu excelente sabor, esta semente é muito apreciada pelas aves e apesar de ser mais recomendada para a época da criação, também pode ser fornecida todo o ano.

Linhaça (Linum usitatissimum) : É a semente da planta do linho. É rica em proteínas e em óleos Omega 3, que são fundamentais para criar uma boa plumagem, por isso é muito recomendada para ser fornecida durante a muda da pena.

Aveia descascada (Avena sativa) : É uma semente rica em hidratos de carbono, com um excelente sabor e de fácil digestão. Mas fornecida em grande quantidade contribui para o aumento de gordura nas aves.

Cânhamo (Cannabis sativa) : É a semente inerte da planta Cannabis sativa. É rica em óleos e proteína.
Serve para estimular o desejo sexual das aves e não deve ser fornecida com alguma moderação, porque as aves tendem a ficar muito agitadas.

Perila (Perilia frutescens) : É conhecida como "semente de saúde”, sendo uma das sementes mais importantes na alimentação dos canários, mas não pode ser fornecida em excesso, por ser uma semente muito gordurosa.
É muito rica em óleos Omega 6 e Omega 3 e contribui para a formação de uma boa plumagem.


Aspecto da mistura para as minhas fêmeas.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Criação - I

A luz tem um papel fundamental na saúde das aves, servindo para sincronizar os seus relógios biológicos.
O aumento das horas de iluminação tem de ser gradual, porque as aves podem entrar em muda.
Como só tenho um canaril adaptado para machos e fêmeas, na tentativa de evitar que as fêmeas entrem prematuramente em cio, optei por aplicar na parte superior das gaiolas uma faixa de plástico negro com 40 cm de largura, que está fixa às gaiolas através de uns pequenos esquadros.
Assim consigo que as fêmeas fiquem simultaneamente na penumbra e beneficiem do aumento gradual das horas de iluminação até meados de Janeiro, que é quando penso retirar o plástico.
Com este procedimento, só não consigo evitar que as fêmeas ouçam os machos a cantar.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Uma manhã de Sábado.

Cerca das 08:20 horas, já com as lâmpadas de 7,5 W e de 25 W acesas ao abrir a porta do canaril, começaram os machos a cantar e as fêmeas a responder. Se calhar, em língua de canário, estavam a dizer uns aos outros, “eh malta, aí vem mais comida”.
Ao abrir da porta não senti qualquer tipo de odor, indicação de que aparentemente estava tudo em boas condições.
Como nos outros dias, comecei por verificar se os meus canários estavam todos bem e depois fiz a leitura do higrómetro, para ver a temperatura e a percentagem de humidade do canaril. Estavam 16º Centigrados, uma temperatura excelente, mas a percentagem de humidade marcava um pouco mais do que o desejado, ou seja 69%, quando ao final da tarde anterior apenas marcava 63%.
Pensei que este facto não seria muito preocupante, porque nos próximos 10 minutos, quando as lâmpadas de néon começassem a acender, o desumidificador começaria por certo a funcionar em paralelo, para retirar este excesso de humidade, já que está programado para manter uma percentagem média de 65% ao longo do dia.
Todos bebedouros colocados na véspera foram substituídos por outros com água fresca, verifiquei todos os comedouros de sementes e retirei os comedouros de papa (Pineta Blanco Espanol), que tinha fornecido só às fêmeas na véspera. Todos os bebedouros e comedouros ficariam durante algumas horas numa solução de água e lixívia, após o que seriam convenientemente passados por água quente, para retirar todo o cloro e assim ficarem operacionais para o dia seguinte.
Entretanto chegam as 08:30 horas, acendem-se as lâmpadas néon e o desumidificador começou a funcionar em simultâneo.
Como era sábado, também forneci aos meus canários um pouco de maçã (Golden), que todos muito apreciam.
Desenrolei a quantidade de papel necessária, para substituir o papel sujo de fezes e sementes e também substituí todas as grelhas e poleiros, que depois de terem sido bem limpos, ficaram igualmente numa solução de água e lixívia, após o que seriam bem passados por água limpa, para posteriormente serem bem secos.
Ainda não seriam 09:30 horas quando senti o desumidificador a parar, pelo que verifiquei novamente o higrómetro que marcava 64% , enquanto que a temperatura se mantinha constante nos 16ºCentigrados.
Foi aumentado em15 minutos o tempo de iluminação do canaril para 10:30 horas, de maneira a chegar a meados de Fevereiro com cerca de15 horas de luz.
Todo o chão do canaril foi bem varrido e lavado com uma solução de água com um produto à base de amónia, próprio para limpeza de mosaicos.
Quando saí do canaril já passavam das 11 horas, muito satisfeito por os meus canários se estarem a sentir bem.
Durante a tarde ainda fui mais 3 vezes ao canaril, para verificar se estava tudo bem e se a percentagem de humidade estava dentro dos parâmetros.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O desumidificador


Devido às fortes chuvadas que se têm abatido, durante os últimos dias na região de Aveiro, comecei a verificar uma subida da percentagem de humidade no canaril, enquanto a temperatura continuava estabilizada nos 15º centígrados.
Ontem de manhã quando fui tratar dos meus canários, o canaril estava com 75% de humidade, mas quando saí já o higrómetro marcava 79%.
Pensando eu que, durante o resto do dia e durante a noite a humidade baixaria para valores normais, devido a ter aberto as janelas do hall das garagens e também devido ao vento que se estava a fazer sentir, resolvi não ligar o desumidificador .
Hoje de manhã, quando fui tratar dos meus canários, verifiquei que estavam 80% de humidade para uma temperatura de 16º centígrados e 45 minutos depois, devido à porta do canaril estar aberta, a percentagem de humidade já tinha subido para os 89%.
Desta vez não hesitei e liguei o desumidificador.
Passadas 2 horas, o higrómetro já marcava uma percentagem de 73%. Mesmo assim o aparelho vai continuar ligado durante mais algum tempo, porque não sei durante quanto tempo vão continuar estes dias com tanta humidade. 


 
Desumidificador (Electronica)
.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Iluminação

Para se ter sucesso com a reprodução das nossas aves, um dos factores mais importantes é têr uma boa iluminação, o que não se traduz apenas na qualidade, mas também e sobretudo na quantidade de horas de luz
A variação das horas de luz, manifesta-se com alterações biológicas das nossas aves, que as impelem para o acasalamento ou para a muda da pena.
A maneira mais fácil de fazer o acasalamento das nossas aves, é seguir o ciclo normal das estações do ano, como se fazia antigamente e como ainda o fazem alguns criadores.
Mas assim, as aves só vão acasalar de Abril até aos fins de Junho, originando a que não tenham terminado a muda da pena, a tempo das exposições.
É para contrariar esta situação que os criadores antecipam o começo do acasalamento das suas aves, para meados de Fevereiro, início de Março.
No meu caso, como o meu canaril está localizado na garagem, para conseguir esta condição:
- Utilizo duas lâmpadas néon Arcádia (18W e 36 W), associadas a duas lâmpadas incandescentes Philips (7,5 W e 25 W). As quatro lâmpadas estão respectivamente ligadas a quatro controladores, que comprei no AKI, por 10 Euros
- Comecei hoje a aumentar o tempo de iluminação do meu canaril 20 minutos todas as semanas, de modo a conseguir ter as 14 horas de luz, condição considerada como necessária para as aves iniciarem o acasalamento, em meados de Fevereiro.


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Como julgar os seus canários.

Fonte: www.canaril.hpg.com.br

Neste artigo vamos expor, os critérios necessários para se classificar e pontuar um canário esperando que, ajude os novos criadores a entenderem com devem proceder na escolha de seus canários para um concurso.

1º CRITÉRIO DE JULGAMENTO DA PLUMAGEM
(Neste item o juiz tem ao seu dispor um máximo de 15 pontos).

- Aves que apresentam uma plumagem completa, uniforme, lisa, aderente e sedosa. As
penas devem recobrir-se e sobrepor-se.
- As asas e cauda serão completas e intactas.
- As asas deverão tocar-se levemente sem cruzar e a cauda deverá ser fechada,
formando um “M” no final. (Exemplar MUITO BOM).
- Aves que apresentam apenas um dos defeitos penalizáveis.(Exemplar BOM).
- Aves que apresentam mais do que um dos defeitos penalizáveis (Exemplar REGULAR).
- Aves que apresentam diversos defeitos penalizáveis.(Exemplar FRACO).

(Defeitos penalizáveis)
- Plumagem muito ou pouco abundante, seca, desordenada ou muito curta.
- Plumagem incompleta.
- Remiges e retrizes desordenadas (penas desalinhadas, rabo aberto, asa quadrada).
- Presença de penas não aderentes, após a linha dos olhos.

2º CRITÉRIO DE JULGAMENTO DO TAMANHO
(Neste item o juiz tem a seu dispor um máximo de 10 pontos).

- O tamanho do canário está compreendido entre 13 e 15 cm. Porém, devido à
impossibilidade de, em julgamento, se medir uma ave, devemos utilizar o seguinte
critério:
- Aves que não causam dúvidas e estejam dentro dos padrões. (Exemplar MUITO BOM).
- Aves que possam causar dúvidas de estarem dentro dos padrões, porém apresentam
boa proporção de formas.(Exemplar BOM).
- Aves que, apesar de estarem a olhos vistos fora do padrão, apresentam equilíbrio
de formas. (Exemplar REGULAR).
- Aves fora do padrão.(Muito grande ou muito pequeno).(Exemplar FRACO).

3º CRITÉRIO DE JULGAMENTO DA FORMA
(Neste item o juiz tem ao seu dispor um máximo de 10 pontos).

Um bom exemplar deverá apresentar as seguintes características:
- Cabeça arredondada, harmónica, com bico curto e cónico.
- Olhos arredondados, brilhantes, dispostos numa linha imaginária, superior à linha
média do bico.
- Pescoço ligeiramente curto e proporcional ao comprimento do corpo.
- Dorso largo e relativamente curto, formando um único e harmonioso bloco com as
asas, que se devem apoiar natural e simetricamente sobre a base da cauda.
- Peito largo e arredondado, harmonioso com os demais segmentos.
- O tronco não deve ser muito pesado ou muito frágil, em harmonia com o pescoço e a
cabeça, dando ao conjunto uma impressão de elegância e beleza.
- A cauda não deve ser muito longa ou muito curta, harmonizando-se com o comprimento
do corpo. Não deve ser aberta em excesso.
- Membros inferiores robustos e sólidos, com dedos fortes e bem implantados, dando
à ave firmeza no poleiro.

(Defeitos penalizáveis)
- Cabeça achatada, pequena, grande ou pesada em relação ao corpo.
- Bico fino, longo ou curvo.
- Pescoço fino e longo ou muito curto, dando a impressão que a cabeça se fixa
directamente no corpo.
- Dorso proeminente ou escavado.
- Peito achatado, saliente ou muito proeminente.
- Tronco muito fino ou muito grosso, a ponto de tirar a elegância do canário.
- Cauda aberta, em forma de cauda de andorinha.
- Pernas muito longas, com coxas finas e descobertas ou muito curtas e escondidas
na plumagem do abdómen.
- Aves que apresentam visível mestiçagem com canários de porte.
- Aves que apresentam, no máximo, um dos defeitos em proporção limitada. (Exemplar
MUITO BOM)
- Aves que apresentam um dos defeitos de maneira evidente. (Exemplar BOM).
- Aves que apresentam dois a três defeitos em proporção limitada (Exemplar REGULAR)
Aves com mais de três defeitos. (Exemplar FRACO).

4º CRITÉRIO DE JULGAMENTO DA PLUMAGEM
(Neste item o juiz tem ao seu dispor um máximo de 10 pontos).

- Entende-se por elegância a maneira como a ave se apresenta na hora do julgamento.
Este item está directamente ligado ao anterior (forma), pois uma ave com má forma
dificilmente será elegante.
- Dizemos que uma ave é elegante quando esta apresenta: Força, vivacidade e porte.
- A ave quando em repouso, deve apresentar corpo e cauda numa mesma linha, formando
um ângulo de cerca de 45º com o poleiro.

(Defeitos penalizáveis)
- Aves muito nervosas, selvagens ou apáticas, paradas sobre o poleiro.
- Aves que apresentam asas caídas ou excessivamente cruzadas. Cauda em desarmonia
com o corpo (excessivamente curta ou comprida).
- Aves que se apresentam deitados ou erguidos no poleiro.
- Aves que não apresentam defeitos evidentes. (Exemplar MUITO BOM).
- Aves com um defeito.(Exemplar BOM)
- Aves com dois defeitos.(Exemplar REGULAR)
- Aves com vários defeitos.(Exemplar FRACO)

5º CRITÉRIO DE JULGAMENTO DA APRESENTAÇÃO
(Neste item o juiz tem ao seu dispor um máximo de 10 pontos).

- Entende-se por apresentação o estado de saúde e limpeza da ave.
- A ave deve apresentar o bico e as penas totalmente limpos, patas sem lesões,
crostas ou escamas, as unhas com comprimento normal e saúde perfeita.
- Aves em perfeitas condições de saúde e higiene. (Exemplar MUITO BOM).
- Aves que apresentam apenas um item negativo. (Exemplar BOM).
- Aves que apresentam dois itens negativos. (Exemplar REGULAR).
- Aves com vários itens negativos. (Exemplar FRACO).

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Numerar as minhas Italgabbie - Orchidea

Para conseguir têr um bom planeamento dos meus canários resolvi numerar as minhas Italgabbie, de uma maneira muito expedita.

Contudo, deixo-vos um aviso muito pertinente: "SAFETY FIRST".
Para fazerem este pequeno trabalho, aconselho vivamente a utilização de óculos de protecção e, que sejam muito cuidadosos com o manuseamento da rebarbadora.










segunda-feira, 22 de novembro de 2010

As minhas gaiolas Italgabbie

Recentemente adquiri um conjunto de 12 gaiolas (3 colunas x 4 filas), com laterais abertas, da Italgabbie modelo Orchidea, (60x33x35 (A)).
A escolha destas gaiolas deveu-se essencialmente a:
- Um óptimo preço conseguido, devido a uma óptima oportunidade surgida.
- O espaço total ocupado, pelo conjunto das 12 gaiolas (200x40x207 (A)), era o mais indicado para as minhas pretensões.
- As gaiolas possibilitam a abertura total das frentes, o que faculta a sua limpeza sem necessidade do conjunto ser desarmado.
- As gaiolas estão fixas num suporte com rodas, o que também facilita a limpeza manual da parte de trás das gaiolas, assim como de todas as áreas circundantes
- Com os diversos tipos de separadores, que acompanham este conjunto de gaiolas, consigo fazer todos os fraccionamentos desejáveis, como por exemplo uma voadeira com 1,8 metros, na horizontal..
- Quando se usam as separações, as gaiolas ficam divididas duas com 30 cm de comprimento e, assim podem ser utilizadas como gaiolas de preparação para os concursos.
Este conjunto fazia-se acompanhar de uma pequena lata de tinta, para solucionar alguns danos fortuitos, que eventualmente possam ser provocados durante a montagem do conjunto.
Estou muito contente com esta compra e estou a ponderar adquirir brevemente, pelo menos mais um conjunto de 16 gaiolas da Italgabbie.


Lavagem individual das gaiolas.


Gaiola a secar, após a lavagem individual.


Carro de suporte do conjunto gaiolas, já devidamente armado.



Conjunto de 12 gaiolas Italgabbie, com a montagem já terminada, aplicada no local pretendido.


As gaiolas possibilitam a abertura total das frentes, o que faculta a sua limpeza sem necessidade do conjunto ser desarmado.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Selecção de linhagens

(Publicado na Revista da SBO)

Na criação de canários, é comum o criador comprar um pássaro excepcional, por um preço idem e, para seu infortúnio, esse reprodutor só produzir pássaros de qualidade mediana. Toda a culpa acaba sendo jogada nesse pássaro, que não conseguiu imprimir as suas boas características, ou no outro componente do casal. Raramente o próprio criador reconhece não haver definido alguns critérios na hora do acasalamento.
Sempre ouvimos que determinado criador está na frente dos demais só porque importou alguns pássaros para seu plantel. Também não é inteiramente correcto, pois, assim sendo, não estaríamos melhor em muitas cores do que os europeus, que são a fonte das importações.
O que apenas uma parcela atenta é para o fato da necessidade de formação de linhagens dentro dos seus plantéis; quem isso percebe, vai longe. No Campeonato Brasileiro, anualmente, nas listas dos classificados há uma repetição dos nomes dos criadores, e não é por acaso. Por quê um criador vende o seu Campeão Brasileiro e no outro ano volta a vencer, sem que os filhos daquele pássaro apareçam? A resposta é: esse criador possui uma linhagem de pássaros, e o campeão é só um integrante dessa família. Por outro lado, alguns criadores criteriosos, mesmo com menor expressão nacional, vem, ano após ano, subindo de posição entre os premiados.
É lógico que um pássaro que vence possui maior probabilidade de reproduzir bem, em função de toda a selecção que ocorreu para que ele nascesse e fosse escolhido no concurso. Porém, para os criadores que estão buscando um lugar entre os já “consagrados”, o que deve ser feito? Seria muita presunção dar aqui uma receita de como criar somente pássaros premiados, pois nem eu mesmo sei. Aliás, ninguém sabe! O que quero frisar é que os criadores devem conhecer bem os seus plantéis, com as suas características e defeitos, para que possam “lapidar” os filhotes como desejarem, partindo dos acasalamentos.
Hoje, na canaricultura, os campeões quase sempre são escolhidos nos ligeiros detalhes que os diferenciam dos demais. Algumas cores estão tão avançadas que os critérios de desempate chegam a ter caracteres de subjectividade.
Na formação de uma linhagem devemos partir de pássaros que estejam muito próximo do desejado, consolidando essas características através, principalmente, de consanguinidade nos acasalamentos. Porém, será muito difícil se obter bons resultados com pássaros muito distantes dos padrões ideais.
Não é verdade que somente os grandes criadores, em tamanho de plantel ou prémios, detenham todas as melhores características em suas aves. Criadores sérios e determinados tem conseguido óptimos resultados e produzido pássaros que trazem características positivas bem definidas.
Quando um reprodutor transmite muito bem as suas características, é um bom indicativo de que foi seleccionado para essa finalidade, e que estas características estão estabilizadas no plantel, através de homozigoze.
Muitos falam em “choque de sangue” sem parar para pensar em como ele ocorre, ou qual é a sua finalidade. Acabam introduzindo pássaros novos em seus plantéis, sem nenhum critério objectivo, só para “mudar de sangue”. No entanto, só haverá choque sanguíneo quando uma das linhagens estiver fechada e estabilizada por homozigoze. O outro pássaro, com informação diversa, promoverá uma injecção de novas características naquela linhagem. O resultado poderá ser dos melhores, se bem dirigido.
De maneira geral, podemos resumir que o caminho está na fixação de bons caracteres no plantel, fechando-o após atingir o nível de apuro ideal, e introduzir, após esse momento, pássaros de qualidade, com as características desejadas para complementar aquele grupo. Assim, os objectivos propostos com os acasalamentos terrificados estarão mais perto de ser alcançados.

domingo, 7 de novembro de 2010

Canários Ágatas e Opalinos

Fonte: Thiago Dias Barbosa

Diante das constantes interpretações em julgamentos que observei neste pouco tempo que crio esta mutação, tomo a liberdade de escrever as minhas impressões a respeito desta cor que, considero uma das mais belas e uma das mais difíceis de ser julgada.

Em primeiro lugar entendamos alguns aspectos importantes quando falamos de um canário melânico, como o próprio nome diz, é um pássaro dotado de melanina, um pigmento depositado em sua plumagem, o mesmo pode ser negro (eumelanina) ou marrom (feomelanina), este ultimo não é desejado na grande maioria das cores.

Além da melanina outro item que compõe a coloração do canário é o Lipocromo, que pode ser amarelo, vermelho ou quando isento da plumagem, chamamos de branco. Não vou me atentar para detalhes mais técnicos como nomenclaturas oficiais, áreas de actuação do lipocromo ou depósito das melaninas, quero de uma maneira simples demonstrar a composição das cores dos canários.

Um método interessante para entendermos a composição da coloração dos canários é dividi-la em camadas, a primeira camada chamaremos de cor de fundo e sobre esta camada podemos ter a influência de dois itens:

1 – Lipocromo: Amarelo, Vermelho ou na ausência do mesmo, Branco, além disso, o lipocromo pode se distribuir de 3 formas, intenso, nevado e mosaico (se o leitor quiser entender melhor estas 3 formas de distribuição do lipocromo, existem óptimas referências bibliográficas como o manual da FOB/OBJO e livros como os da Eliane Seixas).

2 – Melanina: lembra-se dos pigmentos Negros e Marrons, pois bem, quando estes estiverem presentes junto à cor de fundo chamamos de envoltura, eles se encontram uniformemente espalhados (borrifados) junto à cor de fundo, por esta razão o canário verde é verde, a cor de fundo amarela misturada a envoltura melânica nos da à sensação visual da cor verde.

A segunda camada refere-se ao desenho do canário, as famosas estrias, bastões e chamamos tecnicamente este item de TIPO e é neste local que as melaninas actuam, em maior concentração (OXIDADOS) ou menor concentração (DILUÍDOS).

Quando sobrepomos a segunda camada sobre a primeira camada temos o canário melânico, imagine uma foto de um Amarelo Mosaico (Lipocromico), coloque sobre esta foto uma folha de papel manteiga (aquelas que usávamos na 4ª série para copiar mapas na aula de geografia) com as estrias desenhadas em preto ou marrom, imaginou? Este é o canário melânico.

Entendido um pouco da coloração dos canários, vamos ao que interessa o Canário Ágata e Opalino.

Você deve estar se perguntar o porquê usei o termo “AGATA E OPALINO”, usei este termo pois antes de ser um canário opalino o mesmo é um Ágata e como tal deve em teoria apresentar todas as características básicas desta mutação clássica, seguindo o que esta contido no manual de julgamentos da FOB/OBJO (Standard Padrão).

Rápido e rasteiro, o que um canário Ágata deve apresentar?

1º – Redução da Área de actuação da Melanina Negra, isso faz com que o desenho se torne fino, paralelo e entrecortado, entretanto cabe aqui um comentário, não vamos confundir “redução” com “diluição”, apesar do Ágata ser um canário diluído, o tom da sua melanina deve ser o mais negro possível, quanto mais negro e vivo o tom da melanina, melhor a qualidade do exemplar. Complementando este primeiro item, as bordas das penas longas (remiges e retrizes) devem apresentar um tom perolado.

2º - Contraste entre desenho e cor de fundo, aqui entra a famosa envoltura, nos canários diluídos é extremamente importante que haja contraste, para tanto a envoltura, ou a melanina dispersa junto à cor de fundo (lembra da primeira camada?) deve ser mínima ou não existir.

3º - Existe uma característica marcante nos canários Ágatas que os diferenciam dos demais, é o desenho de cabeça, que deve se apresentar da seguinte forma:
• No alto da cabeça, calote negra no intenso, cinza escura nos nevados e estrias curtas e interrompidas nos mosaicos;
• Ausência de melanina no super cílio, com forte presença do lipocromo;
• Bigode bem visível e negro.

Lembrando também que a feomelanina (pigmento marrom) não é desejável no exemplar.

Desta forma temos um canário padrão Ágata, e nós criadores devemos buscar dentro do nosso plantel, pássaros que se enquadrem nestas características, sabemos que existe uma grande dificuldade em relação aos exemplares mosaicos, uma vez que os mesmos possuem uma estrutura de penas que tende a alargar as estrias, mas existe uma palavra chamada “equilíbrio” e é nesta linha que devemos focar o nosso trabalho de selecção. Se precisamos de estrias finas, paralelas e entrecortadas devemos valorizar exemplares que sigam a risca esta necessidade, seja ele um intenso, um nevado ou um mosaico.

Apresentamos o Ágata e agora falaremos dos Ágatas que também são Opalinos, o fator opalino provoca um forte redução da eumelanina marrom e da feomelanina além de uma inversão da eumelanina negra.

A tonalidade do desenho melânico de um Ágata Opalino é cinza azulado, podemos afirmar neste caso que, além de uma redução da área de actuação melânica (mutação Ágata) houve um diluição da eumelanina negra tornando-a cinza azulado, experimente colocar em um copo americano um pouco de café, qual é a cor?, Negra!. Depois aos poucos vá misturando leite ao seu café, quando completar o copo a coloração da sua mistura será um bege claro, isto é diluição.

Mais uma vez, não vamos confundir “redução” com “diluição” nos exemplares Ágatas.

Bom, até agora falamos sobre a composição da cor dos canários, a mutação Ágata e a mutação Opalino, agora temos base suficiente para analisarmos as dificuldades nos julgamentos dos Ágatas Opalinos.

Conforme falamos anteriormente é fundamental que haja contraste entre a cor de fundo e o desenho do Ágata, sem perdermos contudo a tonalidade negra (nos clássicos), é certo também que quanto mais envolto um canário for mais carga melânica o mesmo apresenta, novamente a palavra “equilíbrio” se faz presente.

Nos Ágatas clássicos este “equilíbrio” já existe e temos hoje em dia óptimos exemplares dentro do padrão da cor, desta forma o julgamento se torna mais fácil, rápido e objectivo.

Já nos Ágatas Opalinos a coisa não é tão simples assim, por ser um canário com diluição da melanina, do negro (clássico) para o cinza azulado a dificuldade no julgamento aumenta, uma vez que pássaros com mais carga melânica apresentam menos contraste com a cor de fundo (maior envoltura) e o contrário se faz verdadeiro, pássaros com óptimo contraste apresentam menor carga melânica prejudicando o seu desenho.

Além disso, também vemos exemplares Mosaicos com desenho muito largo e oxidado, algo que vai contra o padrão da cor. Devemos na minha opinião valorizar os exemplares que reúnam o melhor equilíbrio e que demonstrem as qualidades de um Ágata sob o efeito da mutação Opalino, ou seja pássaros com melanina cinza azulado, estrias finas, paralelas e entrecortadas, desenho de cabeça (calote, bigode e super cílio) além é claro do contraste evidente entre cor de fundo e desenho.

Nós, criadores que apreciamos os Ágatas Opalinos devemos continuar o nosso trabalho, buscando o melhor exemplar dentro das regras estabelecidas pela FOB/OBJO e esperamos que as mesmas sejam respeitadas e que os julgamentos sejam menos problemáticos.
Postado por ThiagoDB às 17:30
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http://canarios-thiagodb.blogspot.com/2010/05/o-canario-agata-e-opalino.ht

domingo, 26 de setembro de 2010

Os Ágatas

Esta mutação foi descoberta na Holanda (Sr.Helder) e foi-lhe dado o nome, pela parecença da cor do seu manto com as pedras Ágatas.
Os Ágatas são aves negras diluídas e podemos considerar esta mutação como sendo o primeiro factor de redução que afecta a eumelamina negra, concentrando-a até ao centro da pena, deixando os bordes quase totalmente despigmentados com uma redução total da feomelamina.

                                                                     (Remige de Ágata)


O bico, as pernas e as unhas são levemente cinzentos. O dorso e os flancos apresentam um tracejado negro, fino e curto que sobressai num fundo livre de castanho e deixa transparecer a cor lipocrómica (à excepção das aves mosaico). A plumagem tem uma periferia cinzento - pérola, expressão de uma nítida diluição.
Existem diferenças entre o manto dos Ágatas e o dos Negros.
Nos Ágatas as estrias dorsais apresentam-se como traços curtos e estreitos, enquanto que nos Negros as estrias apresentam-se em forma de barras ininterruptas e largas.
A interrupção e o estreitamento das estrias dorsais são devidas à sobreposição das penas, afectadas pela concentração dos pigmentos melanicos,

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS ÁGATAS
A característica marcante nos canários Ágatas, é o desenho da cabeça.
As Sobrancelhas, que surgem em forma de arco, por cima dos olhos, com ausência de melamina, pode ver-se nitidamente o lipocromo.
 Os bigodes, que nascem dos dois lados da mandíbula. São formados por pigmento negro e devem destacar-se nitidamente. Quanto mais categoria tiver a ave, mais visíveis e negros se apresentam.
No alto da cabeça, calota negra no intenso, cinza escura nos nevados e estrias curtas e interrompidas nos mosaicos;
Nascimento das melaminas: Uns milímetros depois do bico.
Pode-se dizer que um bom Ágata, é aquele que mostra uma inibição de feomelamina, com estrias finas e curtas (10 a 11 mm) e estreitas (aproximadamente 1mm).

 (Foto retirada de: http://www.amimascota.com) 
Aviario Canaren


(Ágata Amarelo Mosaico) 
(Foto retirada de:  http://belasaves.blogspot.co)


(Ágata Amarelo Intenso)
(Foto retirada de:  http://belasaves.blogspot.co)
PRICIPAIS DEFEITOS DOS ÁGATAS.
Presença de feomelamina.
Excesso de oxidação, que se manifesta por uma sujidade geral do lipocromo, no peito e no dorso, por efeito da eumelanina negra dispersa.
Desenho dorsal ininterrupto.
O inicio do desenho melanico, na base do bico.
A falta das sobrancelhas.
Ausência total ou parcial dos bigodes.
Remiges e rectizes sem as periferias diluídas
Patas, unhas e bico com tonalidade escura.

sábado, 25 de setembro de 2010

Canaril

No inicio era assim.
Durante as obras.
Fim das obras.
23m2 / 49 m3
Localização das gaiolas

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Anatomia

 Fontes: Canaril Campinas.
             Ave Doméstica
                                                                                                                                       



Esqueleto


Sistema Nervoso
O sistema nervoso central das aves é consideravelmente mais desenvolvido do que o dos répteis. Os lobos olfactivos do cérebro são extremamente pequenos, sendo responsáveis pelo sentido do olfacto, notavelmente pobre. O cérebro é grande e recobre o diencéfalo e os lobos ópticos. Entretanto, seu tamanho resulta mais do crescimento do corpo estriado do que do córtex cerebral, que é liso. Os lobos ópticos são excepcionalmente grandes, o que parece estar relacionado com a visão aguçada que as aves possuem. O cerebelo é maior do que nos répteis e apresenta fissuras profundas, apesar de não ser tão grande como nos mamíferos. Ventralmente ao cerebelo, o encéfalo das aves mostra o começo do desenvolvimento de uma ponte. Como os outros amniotas, as aves possuem 12 nervos cranianos.


Aparelho Circulatório

Nas Aves o aparelho circulatório é do tipo fechado, duplo e completo. Há uma separação completa entre o sangue venoso e o arterial. Além disso, o coração tem quatro câmaras. A aorta sistêmica deixa o ventrículo esquerdo e leva o sangue para a cabeça e corpo, através do quarto arco aórtico direito. Existem, variações consideráveis no que se refere às artérias carótidas. Geralmente, as carótidas comuns são pares. Entretanto, nos alcaravões, os dois ramos se unem logo depois de emergirem das artérias inonimadas e formam um único tronco. Em outros grupos, pode haver uma redução do tamanho tanto da carótida comum esquerda como da direita antes da fusão e, nas aves passeriformes, só a carótida comum esquerda permanece.
Existem duas veias pré-cavas funcionais e uma veia pós-cava completa. As primeiras são formadas pela união da veia jugular e subclávia de cada lado. A veia pós-cava drena o sangue dos membros através do sistema porta-renal, que passa pelos rins, mas que não se ramifica em capilares; consequentemente, não pode ser comparado ao sistema porta-renal dos vertebrados inferiores. Os eritrócitos das aves são nucleados e maiores do que os dos mamíferos.
O Sistema de Circulação permite a conservação da temperatura da ave. A circulação é bastante intensa e consequentemente, as trocas gasosas que se processam ao nível das células também são intensas e desenrola-se uma notável combustão celular. Isso acontece porque o deslocamento durante o vôo constitui uma atividade muscular muito grande, que exige o consumo de grandes quantidades de energia - ATP. Chegam a ter 150 batidas por minuto algumas aves.


Aparelho Digestivo


O aparelho digestivo das aves mostra muitas modificações interessantes, algumas das quais estão associadas à ausência de dentes, neste grupo. Como não existem lábios, não há glândulas labiais na boca, nem glândulas inter maxilares. Entretanto as glândulas sublinguais estão presentes.
Parece que tanto a amilase como a ptialina existem na saliva das aves, apesar de existirem poucos indícios de que estas enzimas participem da conversão do amido em açúcares mais simples. nas aves granívoras e carnívoras, existe uma porção do esófago em forma de saco, chamada papo, que se destina ao armazenamento temporário de alimentos (Fig.1). Não há glândulas digestivas no papo, apesar de, nos pombos e nas espécies aparentadas, existirem duas estruturas semelhantes a glândulas, que produzem uma substância nutritiva, chamada leite dos pombos, que é regurgitada pelos pais, para alimentar seus filhotes.
A acção destas glândulas é estimulada por uma hormona chamado prolactina que é produzido pelo lobo anterior da hipófise, durante a época de reprodução.
O estômago das aves é formado por uma porção glandular anterior, chamada pro-ventrículo, que secreta os sucos gástricos e uma câmara posterior, muscular e com paredes espessas, chamada moela. A superfície interna da moela é córnea e frequentemente, cheia de dobras. É aqui que areia e pequenas pedras, engolidas pela ave, tomam parte da trituração do alimento.
O intestino delgado é enrolado ou forma alças. A maioria das aves possui um ou dois sacos, na junção dos intestinos delgado e grosso. Esse é curto e recto e termina na câmara cloacal.


Sistema Urogenital

O sistema urogenital das aves assemelha-se em muitos aspectos mais ao sistema urogenital dos répteis do que ao dos mamíferos, com excepção dos monotremados. Os rins, como os de todos os amniotas, são do tipo metanefto e são em número de dois. Entretanto, eles são proporcionalmente grandes, com lobos irregulares, adaptando-se às depressões do sinsacro. Cada rim tem um submeter, que se abre na cloaca. Consequentemente, a urina mistura-se com o material fecal. A única ave que possui bexiga é o avestruz.
Estudos recentes sobre as glândulas supra-orbitais de certas aves, principalmente de espécies marinhas, têm demonstrado que, como em alguns répteis, estas glândulas são usadas para a rápida excreção do sal do sangue. Considera-se que isto seja responsável, pela capacidade que as aves marinhas têm para ingerir água salgada, sem apresentarem modificações especiais dos rins. Nas áreas costeiras, podem ver-se, frequentemente, aves, como as gaivotas, nas quais pinga líquido pelas narinas, o que na verdade, é uma solução salina concentrada. Tais glândulas não se restringem completamente às espécies marinhas. Elas também são funcionais em alguns tipos de aves aquáticas, da região das Grandes Planícies da América do Norte, onde a alcalinidade da água de lagos e lagoas pode ser bastante alta. Nestas circunstâncias, esta estrutura adquire um valor considerável para a sobrevivência de algumas espécies.
Em algumas aves de desertos,como a avestruz, as glândulas de sal representam um meio de conservação da água do corpo. Pela remoção de sais pelo sistema excretor, pode ocorrer maior reabsorção de água na cloaca. Poucas aves podem sobreviver sem beber água e as, que o fazem, devem reduzir a perda cloacal de água. Isto é conseguido, em algumas pequenas espécies de desertos e algumas espécies que vivem em pântanos salgados, pelo aumento do número das alças de Henle, nos rins. Estas alças reabsorvem água e, por intermédio disto, concentram a urina. Os lobos medulares dos rins, onde existem estas alças, são duas ou três vezes mais abundantes nas espécies que conservam a água do que naquelas que bebem água regularmente.
Os testículos são pares e permanecem na região superior da cavidade abdominal. Na maioria das aves, o ducto deferente de cada lado abre-se independentemente na cloaca. Entretanto, em algumas aves, como nos patos e gansos, uma estrutura única parecida com um pénis, semelhante ao das tartarugas e crocodilos-, é derivada da parede anteroventral da cloaca.
Na maioria das aves, o ovário e o oviduto direitos, ainda que presentes durante o desenvolvimento embrionário, tornam-se vestigiais, de maneira que apenas o sistema genital esquerdo é funcional. Existe uma excepção entre os membros da ordem dos Falconiformes, em que a maioria das fêmeas tem dois ovários funcionais. Ao longo do oviduto, encontram-se diversas glândulas, que segregam membranas em torno dos ovos, incluindo camadas de albumina, membranas da casca e a casca calcária.