domingo, 26 de setembro de 2010

Os Ágatas

Esta mutação foi descoberta na Holanda (Sr.Helder) e foi-lhe dado o nome, pela parecença da cor do seu manto com as pedras Ágatas.
Os Ágatas são aves negras diluídas e podemos considerar esta mutação como sendo o primeiro factor de redução que afecta a eumelamina negra, concentrando-a até ao centro da pena, deixando os bordes quase totalmente despigmentados com uma redução total da feomelamina.

                                                                     (Remige de Ágata)


O bico, as pernas e as unhas são levemente cinzentos. O dorso e os flancos apresentam um tracejado negro, fino e curto que sobressai num fundo livre de castanho e deixa transparecer a cor lipocrómica (à excepção das aves mosaico). A plumagem tem uma periferia cinzento - pérola, expressão de uma nítida diluição.
Existem diferenças entre o manto dos Ágatas e o dos Negros.
Nos Ágatas as estrias dorsais apresentam-se como traços curtos e estreitos, enquanto que nos Negros as estrias apresentam-se em forma de barras ininterruptas e largas.
A interrupção e o estreitamento das estrias dorsais são devidas à sobreposição das penas, afectadas pela concentração dos pigmentos melanicos,

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS ÁGATAS
A característica marcante nos canários Ágatas, é o desenho da cabeça.
As Sobrancelhas, que surgem em forma de arco, por cima dos olhos, com ausência de melamina, pode ver-se nitidamente o lipocromo.
 Os bigodes, que nascem dos dois lados da mandíbula. São formados por pigmento negro e devem destacar-se nitidamente. Quanto mais categoria tiver a ave, mais visíveis e negros se apresentam.
No alto da cabeça, calota negra no intenso, cinza escura nos nevados e estrias curtas e interrompidas nos mosaicos;
Nascimento das melaminas: Uns milímetros depois do bico.
Pode-se dizer que um bom Ágata, é aquele que mostra uma inibição de feomelamina, com estrias finas e curtas (10 a 11 mm) e estreitas (aproximadamente 1mm).

 (Foto retirada de: http://www.amimascota.com) 
Aviario Canaren


(Ágata Amarelo Mosaico) 
(Foto retirada de:  http://belasaves.blogspot.co)


(Ágata Amarelo Intenso)
(Foto retirada de:  http://belasaves.blogspot.co)
PRICIPAIS DEFEITOS DOS ÁGATAS.
Presença de feomelamina.
Excesso de oxidação, que se manifesta por uma sujidade geral do lipocromo, no peito e no dorso, por efeito da eumelanina negra dispersa.
Desenho dorsal ininterrupto.
O inicio do desenho melanico, na base do bico.
A falta das sobrancelhas.
Ausência total ou parcial dos bigodes.
Remiges e rectizes sem as periferias diluídas
Patas, unhas e bico com tonalidade escura.

sábado, 25 de setembro de 2010

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Anatomia

 Fontes: Canaril Campinas.
             Ave Doméstica
                                                                                                                                       



Esqueleto


Sistema Nervoso
O sistema nervoso central das aves é consideravelmente mais desenvolvido do que o dos répteis. Os lobos olfactivos do cérebro são extremamente pequenos, sendo responsáveis pelo sentido do olfacto, notavelmente pobre. O cérebro é grande e recobre o diencéfalo e os lobos ópticos. Entretanto, seu tamanho resulta mais do crescimento do corpo estriado do que do córtex cerebral, que é liso. Os lobos ópticos são excepcionalmente grandes, o que parece estar relacionado com a visão aguçada que as aves possuem. O cerebelo é maior do que nos répteis e apresenta fissuras profundas, apesar de não ser tão grande como nos mamíferos. Ventralmente ao cerebelo, o encéfalo das aves mostra o começo do desenvolvimento de uma ponte. Como os outros amniotas, as aves possuem 12 nervos cranianos.


Aparelho Circulatório

Nas Aves o aparelho circulatório é do tipo fechado, duplo e completo. Há uma separação completa entre o sangue venoso e o arterial. Além disso, o coração tem quatro câmaras. A aorta sistêmica deixa o ventrículo esquerdo e leva o sangue para a cabeça e corpo, através do quarto arco aórtico direito. Existem, variações consideráveis no que se refere às artérias carótidas. Geralmente, as carótidas comuns são pares. Entretanto, nos alcaravões, os dois ramos se unem logo depois de emergirem das artérias inonimadas e formam um único tronco. Em outros grupos, pode haver uma redução do tamanho tanto da carótida comum esquerda como da direita antes da fusão e, nas aves passeriformes, só a carótida comum esquerda permanece.
Existem duas veias pré-cavas funcionais e uma veia pós-cava completa. As primeiras são formadas pela união da veia jugular e subclávia de cada lado. A veia pós-cava drena o sangue dos membros através do sistema porta-renal, que passa pelos rins, mas que não se ramifica em capilares; consequentemente, não pode ser comparado ao sistema porta-renal dos vertebrados inferiores. Os eritrócitos das aves são nucleados e maiores do que os dos mamíferos.
O Sistema de Circulação permite a conservação da temperatura da ave. A circulação é bastante intensa e consequentemente, as trocas gasosas que se processam ao nível das células também são intensas e desenrola-se uma notável combustão celular. Isso acontece porque o deslocamento durante o vôo constitui uma atividade muscular muito grande, que exige o consumo de grandes quantidades de energia - ATP. Chegam a ter 150 batidas por minuto algumas aves.


Aparelho Digestivo


O aparelho digestivo das aves mostra muitas modificações interessantes, algumas das quais estão associadas à ausência de dentes, neste grupo. Como não existem lábios, não há glândulas labiais na boca, nem glândulas inter maxilares. Entretanto as glândulas sublinguais estão presentes.
Parece que tanto a amilase como a ptialina existem na saliva das aves, apesar de existirem poucos indícios de que estas enzimas participem da conversão do amido em açúcares mais simples. nas aves granívoras e carnívoras, existe uma porção do esófago em forma de saco, chamada papo, que se destina ao armazenamento temporário de alimentos (Fig.1). Não há glândulas digestivas no papo, apesar de, nos pombos e nas espécies aparentadas, existirem duas estruturas semelhantes a glândulas, que produzem uma substância nutritiva, chamada leite dos pombos, que é regurgitada pelos pais, para alimentar seus filhotes.
A acção destas glândulas é estimulada por uma hormona chamado prolactina que é produzido pelo lobo anterior da hipófise, durante a época de reprodução.
O estômago das aves é formado por uma porção glandular anterior, chamada pro-ventrículo, que secreta os sucos gástricos e uma câmara posterior, muscular e com paredes espessas, chamada moela. A superfície interna da moela é córnea e frequentemente, cheia de dobras. É aqui que areia e pequenas pedras, engolidas pela ave, tomam parte da trituração do alimento.
O intestino delgado é enrolado ou forma alças. A maioria das aves possui um ou dois sacos, na junção dos intestinos delgado e grosso. Esse é curto e recto e termina na câmara cloacal.


Sistema Urogenital

O sistema urogenital das aves assemelha-se em muitos aspectos mais ao sistema urogenital dos répteis do que ao dos mamíferos, com excepção dos monotremados. Os rins, como os de todos os amniotas, são do tipo metanefto e são em número de dois. Entretanto, eles são proporcionalmente grandes, com lobos irregulares, adaptando-se às depressões do sinsacro. Cada rim tem um submeter, que se abre na cloaca. Consequentemente, a urina mistura-se com o material fecal. A única ave que possui bexiga é o avestruz.
Estudos recentes sobre as glândulas supra-orbitais de certas aves, principalmente de espécies marinhas, têm demonstrado que, como em alguns répteis, estas glândulas são usadas para a rápida excreção do sal do sangue. Considera-se que isto seja responsável, pela capacidade que as aves marinhas têm para ingerir água salgada, sem apresentarem modificações especiais dos rins. Nas áreas costeiras, podem ver-se, frequentemente, aves, como as gaivotas, nas quais pinga líquido pelas narinas, o que na verdade, é uma solução salina concentrada. Tais glândulas não se restringem completamente às espécies marinhas. Elas também são funcionais em alguns tipos de aves aquáticas, da região das Grandes Planícies da América do Norte, onde a alcalinidade da água de lagos e lagoas pode ser bastante alta. Nestas circunstâncias, esta estrutura adquire um valor considerável para a sobrevivência de algumas espécies.
Em algumas aves de desertos,como a avestruz, as glândulas de sal representam um meio de conservação da água do corpo. Pela remoção de sais pelo sistema excretor, pode ocorrer maior reabsorção de água na cloaca. Poucas aves podem sobreviver sem beber água e as, que o fazem, devem reduzir a perda cloacal de água. Isto é conseguido, em algumas pequenas espécies de desertos e algumas espécies que vivem em pântanos salgados, pelo aumento do número das alças de Henle, nos rins. Estas alças reabsorvem água e, por intermédio disto, concentram a urina. Os lobos medulares dos rins, onde existem estas alças, são duas ou três vezes mais abundantes nas espécies que conservam a água do que naquelas que bebem água regularmente.
Os testículos são pares e permanecem na região superior da cavidade abdominal. Na maioria das aves, o ducto deferente de cada lado abre-se independentemente na cloaca. Entretanto, em algumas aves, como nos patos e gansos, uma estrutura única parecida com um pénis, semelhante ao das tartarugas e crocodilos-, é derivada da parede anteroventral da cloaca.
Na maioria das aves, o ovário e o oviduto direitos, ainda que presentes durante o desenvolvimento embrionário, tornam-se vestigiais, de maneira que apenas o sistema genital esquerdo é funcional. Existe uma excepção entre os membros da ordem dos Falconiformes, em que a maioria das fêmeas tem dois ovários funcionais. Ao longo do oviduto, encontram-se diversas glândulas, que segregam membranas em torno dos ovos, incluindo camadas de albumina, membranas da casca e a casca calcária.